Domingo, 1 de Julho de 2007

MONTE REAL-LEIRIA(VIDEOS)

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MONTE REAL-LEIRIA(4)

MONTE REAL
História – 1
Mergulha na noite dos tempos...
Mergulha na noite dos tempos a origem de Monte Real. Desde os tempos pré-históricos sempre despertou a maior cobiça, tanto pela riqueza do seu solo como pela situação privilegiada, assenta no alto de uma colina dolomítica que
domina o Lis.
Fundada no Reguengo de Ulmar veio a chamar-se Póbra de Mô Real e Vila da Póvoa de Mon Real. Dos tempos em que tinha este último nome e a sua importância era grande, ainda restam, na parte mais alta da povoação, vestígios do antigo Paço Real, reduzido a uma construção restaurada, onde D. Dinis e a Rainha Santa Isabel terão habitado.

D. Dinis, em 1921, ordenou que se fizesse “abertas” no Paúl de Ulmar, a fim de que recebessem terras para lavrar durante dez anos os que estivessem dispostos ao seu cultivo, mediante o pagamento à coroa de um quarto de “todo o fruto que Deos hi der”.
História – 2
Eram os esforços que o poder real fazia ...
Eram os esforços que o poder real fazia para fixar os colonos às terras, oferecendo-lhes condições atraentes para que se estabelecessem. Mas antes que isso fosse possível tornou-se necessário fazer obra colossal.

Em Maio de 1291, o rei anunciou o início daquela que foi uma das mais formidáveis obras de engenharia hidráulica do seu tempo. À custa do tesouro régio, encarrega os monges agrónomos de Alcobaça de mandar a abrir, valar e enxugar os pântanos que se estendiam ao longo do Lis formando o imenso e estéril Paúl de Ulmar. Foram cerca de 2.000 hectares de terras improdutivas que se converteram em férteis campos de cultura.
 
Estabelecidos os colonos, D. Dinis em 1310 concedeu foral ao reguengo de “Camaria” que corresponde à região que medeia entre o mar e o monte que fica cerca de um quilómetro a montante dos Paços de Monte Real. Antes, em 1292, já tinha outorgado foral à sua “Póbra” elevando-a à categoria de vila, com muitos privilégios, liberdades, foros e jurisdição independente de Leiria.
História – 3
 Em 1463, D. Afonso V vendeu ... os direitos sobre o campo de Ulmar...
Em 1463, D. Afonso V vendeu a D. Pedro de Meneses os direitos sobre o campo de Ulmar, permitindo-lhe pôr almoxarife, escrivães, oficiais e juíz, o que rendeu aos cofre reais uma avultada verba.
D. Manuel I, no foral que concedeu a Leiria em 1510, em vez de reparar a situação, ainda mais a agravou, onerando os reguengueiros de Ulmar com tributos pesadíssimos. Seria por esta altura, 1512, que Monte Real se ia desanexar da freguesia de S. Tiago do Arrabalde de Leiria para juntamente com Carvide e Vieira formar uma nova, criada pelo bispo da Guarda, D. Pedro, prior-mor de Santa Cruz de Coimbra.
Mas Monte Real perderia em 1632, o lugar de Carvide e Vieira para a constituição da nova erecta de Carvide para em 1740 ser aquele segundo lugar elevado a freguesia.
História – 4
Restauração de 1640...
Com a Restauração de 1640, à família Vila Real seriam confiscados todos os bens em benefício da coroa. Para além disso, devido aos serviços prestados aos Filipes, o Marquês e seu filho foram degolados. Monte Real, passados dois séculos, regressa ai domínio régio, o que se alteraria 12 anos depois ao ser incluída nos bens do recém-criada Casa do Infantado.
 
 Em meados do século XVIII, o donatário da vila era o Infante D. Pedro. Nessa época a freguesia era habitada por 693 pessoas residentes e 239 habitações, dedicando-se à agricultura e à indústria. A população continuava a crescer, o desenvolvimento era grande e nas vésperas das invasões francesas, o número de habitantes era de 894. Após as mesmas restavam 330 moradores.
 
Mas apesar de todo o seu passado histórico Monte Real, deve muito da sua fama às termas. Águas frias, mesossalinas, sulfricadas cálcicas e magnetésicas, coleteradas e bicarbonatadas mistas e radioactivas. Constituem um tipo único na hidrologia nacional, embora semelhantes, sobre certos pontos de vista, às da Curia e Caldas da Rainha.
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MONTE REAL-LEIRIA(5)

GRANJA-BREJO-SEGODIM-SERRA PORTO URSO   
 
GRANJA
Localizada a cerca de 1000 m a poente de Monte Real, ao longo da estrada que liga esta Vila à Praia de Vieira de Leiria, está sobranceira ao vale do Lis que lhe fica a Norte.
Este topónimo era dado às quintas criadas e valorizadas pelos Monges de Cister.
 
Quando, em 1312, D. Dinis concedeu o foral ao Reguengo de Ulmar, nome porque são conhecidos todos os campos do vale do Lis a jusante de Leiria, encarregou Frei Martinho, Monge de Alcobaça, de mandar abrir valas de enxugo; as terras, depois de “sangradas”, foram doadas a colonos para as agricultarem.

Supõem-se que, precisamente, nesta localidade tenha sido instalada a sede de uma dessas explorações agrícolas.
Nesta localidade uma jazida de betume impregna as fendas dos calcários dolomíticos do Jurássico inferior e dos grés grosseiros do Cretácico. A primeira tentativa de exploração data de 1865.
Associação local:
ASSOCIAÇÃO COLUMBÓFILA - Largo do Relveiro
GRANJA - 2425 MONTE REAL
BREJO
Localizado a Norte da Base Aérea N.º 5, confina com a Granja e com o Segodim.
Este topónimo deverá ter origem nos terrenos pantanosos e nos lamaçais que aqui se encontravam. Ainda hoje várias linhas de água permanentes atravessam esta localidade.

Nos terrenos que lhe ficam a Poente e a Sul desenvolveu-se um horizonte ferro-húmico, conhecido na região por surraipa, correspondente ao horizonte B dos solos podzólicos, tornando os solos impermeáveis dá origem ao aparecimento de água à superfície. A surraipa foi utilizada como material de construção, ainda hoje podemos ver muros e casas antigas construídas com este material.


Bibliografia
ANDRÉ, José Nunes & Cordeiro, Maria de Fátima (2002) – Evolução do Troço Terminal do Rio Lis. Territorium, revista de Geografia Física aplicada no ordenamento do território e gestão de riscos naturais, Minerva, Coimbra, pp 123-134.
ANDRÉ, José Nunes; Rebelo, Fernando & Cunha, Pedro Proença (2001) – Morfologia dunar e movimentação de areias entre a lagoa da Ervedeira e o limite sul da Mata Nacional de Leiria. Territorium, revista de Geografia Física aplicada no ordenamento do território e gestão de riscos naturais, Minerva, Coimbra, pp 51-68.
VERBO – Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura (1969), volume 9, pp 927.
Carta Geológica de Portugal e respectiva notícia explicativa (1978) – Serviços Geológicos de Portugal, folha n.º 23-A, escala 1/50 000.
 
 
SEGODIM - Situado à beira da Estrada da Base Aérea e a cerca de um quilometro de Monte Real, Segodim deve o seu nome à célebre lenda do encontro que o Rei D. Dinis teve com sua esposa "Rainha Santa Isabel" quando ela, acompanhada dos seus pagens, ia colocando luzes à beira do caminho por onde ele havia de passar vindo dos seus secretos encontros amorosos.

Relativamente pequeno, o lugar do Segodim dispõe de gente laboriosa e bairrista muito amiga de conviver. Essa característica permitiu-lhas construir, quase por conta própria, um Centro de Convívio e Pavilhão Gimnodesportivo que é hoje o orgulho da freguesia.
Serra de Porto Urso- Situado a 2/3 quilómetros da sede, deve o seu nome à lenda de uma luta que o Rei D. Dinis travou com um urso, no percurso para Amor onde ia visitar uma das suas amadas. É o maior lugar da freguesia e nele se encontra instalada: a Base Aérea n.º 5, (uma das maiores estruturas de defesa a nível nacional) a Capela da Nossa Senhora da Imaculada Conceição, uma escola primária e um Centro Polidesportivo.

É uma zona muito plana, amena e calma, (ladeada pelo Vale do Lis a Nascente e Pinhal de Leiria a Poente), com terrenos propícios à prática da agricultura que ainda é uma actividade que ocupa boa parte dos seus habitantes.

Pela sua localização, a caminho de Leiria e Marinha Grande, e pelas suas condições excepcionais de acolhimento, é hoje um lugar muito procurado por jovens casais para nele construírem a sua residência o que tem motivado um crescimento harmonioso e com bonitas moradias.
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